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  • ESCREVA MENOS, FALE MAIS

    ESCREVA MENOS, FALE MAIS

    Se quer melhorar a forma como comunica, se quer chegar aos outros de uma forma mais eficiente, deixo-lhe uma dica: escreva menos e fale mais.

    Vivemos numa era em que a comunicação escrita impera pela facilidade e rapidez: mandamos um email ou uma SMS em segundos. No entanto, o que estudos recentes indicam é que, quando queremos motivar, inspirar, acalmar, enfim, criar uma ligação com o outro – e bem sabemos o quanto os relacionamentos são importantes no contexto que vivemos – a voz tem um papel determinante.

    Subvalorizamos a voz (há pessoas que nem gostam de se ouvir!), mas escutar a voz de outra pessoa aumenta a perceção de clareza e compreensão do que está em causa e a ligação entre as partes.

    Não quer dizer que agora passe a pegar no telefone para tudo o que quer dizer. A comunicação em texto continua a ser prática e eficiente para transmitir informação simples. O que os estudos recentes nos mostram é que temos a ganhar se usarmos mais vezes o telefone. Deixe que ouçam a sua voz!

    E para ganhar dinâmica vocal, deixo-lhe 3 dicas:

    – Variar volume (podemos falar mais alto quando estamos entusiasmados ou falar mais baixo quando queremos criar um momento de maior proximidade)

    Variar velocidade (mais depressa ou mais devagar, para criar ritmo)

    Fazer pausas (quando fazemos uma pausa estamos a sublinhar o que acabámos de dizer)

    A voz e a fluidez do discurso é uma das áreas que trabalhamos na Academia Fale Menos Comunique Mais, para que as suas mensagens tenham mais impacto.

    Além da voz, neste treino de comunicação composto por 10 sessões individuais, vai poder trabalhar outras áreas igualmente importantes: storytelling, organização da mensagem, português claro e assertividade, postura corporal, abordagem comercial e imagem e sucesso.

    Vai encontrar uma equipa de formadores motivados para potenciar os seus pontos fortes e dar-lhe estratégias para ser um grande comunicador.

    Informações e inscrições: academia@carlarocha.pt ou 935 551 915 ou https://carlarocha.pt/formacao/

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  • 5 Dicas para emails mais simples e eficazes

    5 Dicas para emails mais simples e eficazes

    Quantos emails recebe por dia demasiado longos, sem estrutura, pouco claros e aborrecidos? A eficiência de um e-mail assenta na clareza e brevidade do texto, por isso opte por passar mensagens simples, curtas, estruturadas e orientadas para a ação. Escrever um bom email requer reflexão e alguns cuidados práticos:

    1 – Selecione a informação que quer passar (mensagens chave): deve ser relevante para quem recebe e sucinta.

    2 – Opte por frases curtas e diretas: uma ideia por parágrafo e espaçamento entre cada parágrafo (ajuda à leitura). Frases longas e ideias misturadas tornam o texto confuso.

    3 – Dê uma estrutura ao seu texto: deve ter abertura, desenvolvimento e fecho.

    Abertura: comece com uma saudação e deixe claro qual é o objetivo do email e por que razão é relevante para o destinatário. Se necessário, dê contexto ao assunto, de forma breve, para enquadrar.

    Desenvolvimento: apresente as suas ideias, dados, informação relevante em frases curtas. Dê a informação necessária para desencadear a ação que pretende do seu destinatário. Lembre-se que quanto mais longo for o seu email, maior é a probabilidade de não ser lido com atenção ou na totalidade. Dê apenas informação essencial e relevante. Se necessário, divida esta parte do email por pontos ou tópicos de forma a facilitar a leitura. Pode também dar destaque à informação mais relevante (a bold, por exemplo).

    Fecho: Relembre o objetivo do email e seja específico na ação que pretende desencadear (dê orientações exatas sobre o que espera do seu destinatário, prazos a cumprir, ações a implementar, etc). Termine com uma palavra de incentivo/agradecimento/saudação.

    4 – Quando terminar, leia de novo para perceber se é claro o suficiente, se ainda pode simplificar a mensagem e para garantir que não tem erros ortográficos ou lapsos. Verifique também o “tom” do email. Lembre-se que as emoções estão muitas vezes ausentes da comunicação virtual e, num email, são difíceis de expressar corretamente. Adicione uma frase no final que deixe clara a emoção que pretende transmitir.

    5 – Por último, escreva o “assunto” do email como se fosse um título de uma notícia: deve ser específico, resumido e apelativo. Não desperdice este campo com informação vaga e desinteressante.

    A maioria de nós passa uma parte significativa do dia a ler e a escrever e-mails. Vale a pena investir algum tempo e esforço na construção de emails mais simples, concisos e mais fáceis de ler. A graciosidade e clareza na escrita vem com a prática.

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  • Estranha forma de comunicar

    Estranha forma de comunicar

    Há uma expressão que temos ouvido regularmente: “vivemos  no novo normal”.

    Este novo normal que nos empurrou para o teletrabalho, que nos mantém ligados uns aos outros através de ecrãs, mas que também nos obriga a ser criativos na tentativa de quebrar a distância física e a descobrir, todos os dias, novas formas de comunicar.

    Sim, neste novo normal é  preciso que cada um de nós aperfeiçoe a competência da comunicação  porque só sendo bons comunicadores conseguimos alinhar, motivar e inspirar as pessoas à nossa volta.

    Precisamos de mais foco e objetividade nas nossas interações (e que se sucedem ao longo do dia num ritmo frenético, em reuniões, calls, webinars) mas também precisamos de mais empatia e sensibilidade para ler os sinais que, no remoto, podem ficar escondidos.

    Precisamos de nos preocupar mais com as pessoas, de perguntar mais vezes “como estás?” e de inspirar e motivar como um grande líder faz, mesmo que não sejamos líderes formais.

    Como profissional de rádio e como formadora e consultora na àrea da comunicação, posso dizer-lhe que encontro na rádio, pelas características que lhe são intrínsecas, um exemplo a seguir. Há princípios que um locutor de rádio usa diariamente que podem ser aplicados à comunicação remota, tornando-a mais objetiva, mais clara e mais humana.

    Na rádio, o tempo é escasso e isso obriga-nos a usá-lo com muito mais disciplina e rigor. Lembro-me que um dos primeiros conselhos que me deram, nos idos anos 90 do  século passado, quando integrei uma rádio local no Algarve: “nunca abras o microfone sem pensares antes no que vais dizer”. E nunca mais abri. Nem microfones, nem reuniões, nem palestras ou apresentações. No entanto, ainda assisto a muitas interações remotas sem estrutura ou com uma agenda pouco clara, que anda para a frente e para trás, desfocando do que é essencial. No novo normal não há atenção nem foco que resista a isto.

    Na rádio não temos imagem, apenas voz. Isso leva-nos a contar mais histórias, a partilhar experiências, a levar para a comunicação não apenas informação factual, mas toda uma dimensão humana que permite revelar a pessoa que temos diante de nós ou, neste caso, atrás do microfone.

    Muitas vezes, quando oriento uma formação, dizem-me que é difícil, no remoto, comunicar sem ver a audiência, como acontece por vezes quando todos teimam em desligar as câmaras.

    “Que estranho que é e que desconfortável que fico.” – desabafam.

    E eu respondo sempre: “Bem-vindos ao mundo da rádio”. Esse é o habitat de um locutor de rádio: comunicar às cegas. A solução para este desconforto passa por – numa primeira fase – aperfeiçoar a comunicação: adquirir técnicas que aumentem a capacidade de síntese, que ajudem a promover a interação dos participantes e depois – numa segunda fase – confiar (mesmo sem ver) que a audiência está lá e que está a compreender, que estamos a conseguir alcançar o objetivo a que nos propusemos com aquela interação. Sim, cada pessoa, independentemente das funções que ocupa numa organização, é chamada, neste contexto de comunicação remota, a resgatar o apresentador de rádio ou TV que há dentro de si.

    E não há mal nisso, antes pelo contrário. Aprendemos mais quando nos divertimos do que quando estamos aborrecidos e entediados.

    Por isso coloque nas palavras e na voz toda a emoção e dinamismo para que a mensagem chegue a todos. Dê primazia à simplicidade e valorize o tempo precioso de quem está atrás do ecrã. Faça com que todos os participantes se sintam mesmo participantes ativos na experiência.

    Acredito que interações remotas podem ser tão ou mais produtivas do que as presenciais, mas devemos ter em conta que o tempo é um bem escasso; a interação é o caminho para manter as pessoas atentas e interessadas e que comunicar é muito mais do que transmitir informação.

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  • Os desafios da comunicação remota

    Os desafios da comunicação remota

    A comunicação remota veio para ficar. Ainda que aos poucos voltemos às reuniões e apresentações presenciais, o remoto já entrou nas rotinas das empresas e hoje fazer uma reunião via Zoom, Teams, Skype ou outra plataforma é tão frequente como enviar um email ou fazer um telefonema.

    O remoto traz, contudo, alguns desafios que devemos ter em conta, se queremos comunicar com impacto e fazer com que a nossa mensagem perdure.

    Aposte na simplicidade e clareza de ideias: use frases curtas, dê apenas informação necessária e relevante, seja breve e objetivo;

    Promova a interação com a audiência: pense de forma estratégica em momentos de interação; lance perguntas, peça a alguém que partilhe a sua experiência ou dê a sua opinião, recorra às ferramentas que a plataforma lhe proporciona (chat, sondagem…);

    Quebre o padrão: evite estar muito tempo no mesmo registo a partilhar o mesmo tipo de informação; de 5 em 5 min introduza algo diferente que ajude a quebrar a rotina da informação (uma pergunta, uma reflexão pessoal, uma pequena história, uma analogia, um resumo do tópico, etc);

    Olhe para a câmara: no remoto, os olhos da sua audiência estão na câmara. É para lá que deve olhar. O contacto visual é um importante regulador da comunicação. Coloque a câmara ao nível do olhar;

    Corrija o enquadramento: evite planos de cima para baixo que o fazem curvar-se e olhar para baixo em vez de olhar para a câmara);

    Evite fundos falsos (distorcem a sua imagem e distraem);

    Gesticule na amplitude adequada (mostrando as mãos mas evitando posicioná-las à frente do rosto);

    Utilize a sua voz como ferramenta de comunicação (varie velocidade e volume e acrescente pausas ao seu discurso);

    Opte por um tom conversado e evite ler os slides ou entrar num débito excessivo de informação difícil de acompanhar;

    Comunicar com eficácia, conseguir ser claro e memorável no remoto exige algum treino e dedicação, mas com pequenas alterações os resultados podem ser surpreendentes.

    Na sua próxima videochamada, promova a interação e verá como vai ter uma audiência  mais interessada.

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  • Os fundamentos da comunicação com influência

    Os fundamentos da comunicação com influência

    Saber comunicar tem tudo a ver com a confiança e com o entusiasmo que transmite, com as palavras que escolhe, com a forma estruturada, direta e clara com que apresenta as suas ideias e, finalmente, tem a ver com a inspiração e com a motivação que é capaz de espalhar pelos que o rodeiam. O que é preciso para ser um bom comunicador? Acima de tudo ter o desejo de o ser e ter a convicção de que pode melhorar esta competência, em qualquer momento da sua vida.

    De todos os pilares da comunicação, que considero essenciais para que possa tornar-se um grande comunicador e uma pessoa mais influente, destaco quatro: saber escutar, contar mais histórias, ser autêntico e, por fim, procurar a simplicidade. Considere estes quatro pilares como os básicos da comunicação e recorde alguns aspetos fundamentais em relação a cada um deles:

    Primeiro fundamento: escutar mais e melhor

    Quando penso nas pessoas mais influentes que conheço, aquelas que têm uma vontade inabalável de deixar a sua marca no mundo, encontro em muitas delas esta característica: a vontade de entrar na mente e no coração dos outros e uma curiosidade insaciável para compreender o ser humano que têm na sua frente. São pessoas que consagram o seu tempo a descobrir quem é, o que pensa e sente o outro, que escutam ativamente e não se põem em destaque a qualquer custo numa conversa.

    Um estudo da PWC, sobre cultura organizacional e resistência à mudança, envolveu mais de 2000 executivos, gestores e colaboradores de empresas mundiais e chegou a conclusões interessantes acerca dos motivos pelos quais existem barreiras à transformação e à mudança. 44% dos inquiridos indicaram que a razão que os levava a resistir a iniciativas de mudança era não compreenderem a iniciativa. Qualquer que seja a mudança a implementar é crucial ouvir primeiro.

    Para que as suas conversas sejam cada vez mais produtivas e eficazes deixo-lhe algumas técnicas ligadas a esta capacidade primordial que é escutar:

    • Faça a sua primeira interpretação do que está a ser dito
    • Confirme se o que entendeu está correto
    • Readapte o seu ponto de vista se necessário

    E lembre-se: se deseja ser um bom conversador torne-se um ouvinte 100% presente e atento, genuinamente interessado em ouvir o que os outros têm para lhe contar. Colocar os outros no centro é um dos requisitos para aumentar o seu poder de influência.

    Segundo fundamento: contar histórias

    Desde a antiguidade que as contamos e desde que somos crianças que as gostamos de ouvir então por que motivo as deixamos de parte, quando crescemos? O primeiro passo para ter sempre a certeza de que tem histórias para contar é criar uma base de histórias, um documento que permite inventariar e categorizar todas as histórias que vai testemunhando. Não vale a pena dizer que não tem, todos nós somos um somatório de acontecimentos e de histórias que devem ser contadas. Sabe aquelas que conta num jantar de amigos ou em família na noite de Natal? Sim, essas são as primeiras que devem ser transcritas para um documento. Ainda tem tempo.

    O primeiro passo para introduzir histórias em momentos chave das suas comunicações é sentir claras vantagens em partilhar as suas experiências com os outros. Tenho a plena convicção de que não adianta forçar. Acredito que partilhar experiências pessoais é uma via extremamente eficaz para se estabelecer uma ligação de confiança e empatia. As histórias pessoais despertam emoções e esta via, a da emoção, é tão importante, quando se pretende comunicar com influência.

    Terceiro fundamento: ser autêntico

    Uma das formas mais eficazes de conseguir que as pessoas criem uma ligação de empatia consigo, e com as ideias que defende, é mostrar um pouco da pessoa que é. Quando apresenta um produto ou uma ideia, é importante que aquela apresentação faça todo o sentido quando é você que lhe dá vida. Se tanto pode ser feita por si como por outra pessoa, então falta-lhe autenticidade. Ser autêntico é criar a impossibilidade de se ser substituído naquilo que nos torna únicos. Os grandes líderes e influenciadores que são autênticos projetam sempre algo sobre si em cada interação importante, sem recearem que as pessoas os vejam como são.

    Ser autêntico é honrar aquilo que o caracteriza, é ter uma noção clara dos desafios que superou, das suas origens e valores e é não hesitar em partilhar alguma dessa informação com os outros de uma forma consistente.

    Quarto fundamento: simplificar

    Quando falamos de forma simples, quando conseguimos expor as nossas ideias de maneira a que todos entendam, é meio caminho andado para chegarmos a quem nos ouve. Quantas vezes dá por si a ouvir alguém e pensa: não percebi o que ele disse? E mesmo quando estamos a falar para pares, para pessoas que assumimos que têm o mesmo conhecimento que nós, é sempre mais fácil conseguirmos que retenham as mensagens que transmitimos se estas estiverem construídas de uma forma simples e direta. A simplicidade dá trabalho, implica um esforço de conversão das ideias iniciais, que fazem todo o sentido na nossa cabeça, mas que, se forem transmitidas nesse estado mais “bruto”, não vão ter o efeito que pretendemos. É preciso fazê-las passar por esse processo de simplificação.

    Estas são quatro estratégias que deve ter em conta numa qualquer interação. São os essenciais da comunicação interpessoal: escutar mais e melhor, contar histórias, ser autêntico e simplificar.

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  • O Powerpoint não o substitui

    O Powerpoint não o substitui

    O seu chefe liga-lhe:

    – Olha, a tua apresentação fica marcada para esta sexta-feira às 15h, ok?

    Esta sexta-feira?” – pensa – “Já? “Ainda nem sequer tenho nada delineado!”. Entra em stress e, sem saber por onde começar, dirige-se ao computador e abre o PowerPoint.

    Pronto, já começou mal.

    Se começar pelo PowerPoint, a sua apresentação vai ficar condicionada pelo formato e a primeira tentação é despejar para lá tudo o que sabe.

    Excesso de informação é tudo o que não queremos.

    Quando damos informação em excesso, sem separar o que é importante do que é menos relevante, corremos o risco de, por um lado, a audiência se perder e acabar por não reter nada e, por outro lado, deixarmos ao critério de cada um selecionar, para si, aquilo que achou de facto relevante.

    O poder de síntese é fundamental, qualquer que seja a forma escolhida para transmitir a informação.

    Para evitar um PowerPoint cheio de informação, experimente antes fazer este exercício:

    – Pense naquilo que tem para dizer e estruture os seus tópicos numa folha em branco.

    – Pense nas histórias e nos exemplos que pode dar para tornar a sua apresentação mais colorida e visual. Aqui o PowerPoint pode ajudá-lo: coloque na tela uma imagem que ajude a visualizar aquilo que está a dizer e que ponha a audiência a imaginar.

    É para isso que serve o PowerPoint! As ferramentas de apresentação, como o PowerPoint ou o Prezzi, servem para mostrar informação visual.

    Projetar texto corrido nunca é uma boa ideia – para isso existem os processadores de texto.

    O PowerPoint melhora a sua apresentação. Pode utilizá-lo para mostrar um gráfico que ilustre aquilo que está a dizer ou para evidenciar uma frase que resuma bem a sua ideia.

    E lembre-se: o cérebro humano processa as imagens 60 mil vezes mais rápido do que o texto.

    O melhor PowerPoint é aquele que é simples. Com pouco texto e algum espaço livre para que a informação importante possa brilhar no slide.

    Como criar um PowerPoint? 

    ✓ Evite colocar texto corrido. As pessoas vão ficar a ler e a atenção fica no PowerPoint e não em si.

    ✓ Doseie a informação. Cada slide deve ser lido em 6 segundos. Para isso, cada slide deve ter 6 frases, cada frase com 6 palavras.

    ✓ Utilize uma frase memorável para reforçar uma ideia. Pode ser uma citação, por exemplo.

    ✓ Verifique se o tamanho da letra é suficientemente grande para que toda a gente possa ler (até a pessoa que está na última fila do auditório).

    ✓ Use imagens – elas são poderosas, eficientes e diretas.

    ✓ Utilize gráficos e diagramas sempre que possível (sem exagerar na quantidade de dados).

    ✓ Dê preferência aos modelos de apresentação com fundo claro, pois eles cansam menos a audiência.

    ✓ Crie contraste entre o fundo e o texto.

    ✓ Não use demasiadas cores.

    ✓ Pode utilizar animações, mas não em excesso.

    ✓ Deixe espaço livre, sem nada. Não caia na tentação de encher o slide ao máximo.

    Como apresentar com o PowerPoint

    ✓ Lembre-se que o PowerPoint é só um complemento da sua apresentação.

    ✓ O orador é o centro.

    ✓ Chegue mais cedo para verificar que tudo funciona.

    ✓ Evite ler o PowerPoint. Não leia, converse com as pessoas que assistem.

    ✓ Não fale para os slides, eles não ouvem.

    ✓ Evite virar as costas à audiência para olhar para os slides.

    Acima de tudo, sinta-se preparado para, caso o PowerPoint falhe, continuar com a sua apresentação. O PowerPoint não o substitui!

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  • Mantenha uma boa comunicação com a equipa

    Mantenha uma boa comunicação com a equipa

    Enquanto líder, uma das principais prioridades num contexto como o atual será manter a sua equipa (bem) informada. É preciso estar especialmente atento a informação credível, factos concretos e relevantes, por oposição a especulações e manchetes alarmistas. Por isso, selecione as suas fontes de informação e analise o contexto antes de agir.

    É essencial que a sua equipa se sinta apoiada, orientada e unida. Deixamos-lhe algumas dicas sobre como manter uma boa comunicação com a sua equipa:

    >> É importante definir, alinhar e comunicar planos, mesmo quando estes estão em constante mudança. Atualize-os regularmente e destaque as alterações mais relevantes.

    >> A comunicação com as equipas deve ser feita em tempo real, para garantir que os colaboradores/clientes/parceiros têm acesso à informação mais atualizada possível.

    >> As mensagens devem ser relevantes para quem as recebe: nem todos os colaboradores devem receber todas as mensagens. Selecione e direcione informações relevantes para cada sector/departamento.

    >> Fale e escute com empatia: em contexto de crise, é fundamental calçar os sapatos do outro (colaboradores/clientes/parceiros), colocar-se na sua pele e entender as suas dúvidas, receios, frustrações. Não deixe que a pressão e a ansiedade do momento quebrem esta ponte de comunicação com as suas pessoas.

    >> Esta é a altura certa para pôr em prática as suas melhores competências relacionais e interpessoais, mesmo que à distância. Mostre como é possível atuar num contexto de pressão com decência, civismo e honestidade, preservando a dignidade dos interlocutores.

    >> Pense à frente: mais do que nunca a sua equipa precisa de sentir que, apesar do embate, há planos e ações concretas a serem tomadas. Seja claro nos “próximos passos” que apresenta à sua equipa e indique-lhes concretamente como podem ajudar.

    Quanto a si, que tem esta enorme responsabilidade de gerir equipas, respire fundo, faça uma pausa e recentre-se antes de comunicar com as suas pessoas. A ansiedade, o stress e o alarmismo também são contagiosos. Proteja também a sua equipa deste problema.

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  • Comunicar com clareza e assertividade em tempos de crise

    Comunicar com clareza e assertividade em tempos de crise

    Numa altura em que o contexto de crise e os desafios à escala global vêm colocar comunidade, empresas e equipas à prova, a comunicação assertiva, clara e empática assume-se como essencial.

    Como podemos contribuir para que a comunicação seja um fator relevante num momento como o atual? É tendo o cuidado de torná-la eficaz e esclarecedora, contribuindo para a confiança e evitando alarmismos contraproducentes.

    Deixo-lhe algumas orientações para uma comunicação assertiva e empática:

    1 – Escute mais e melhor

    A diferença entre ouvir e escutar é enorme. Escutar implica interpretar o significado, compreender o que nos foi dito. É na escuta que percebemos o ponto de vista do outro e encontramos pontos comuns. Ao escutarmos, mostramos que estamos atentos, que aquilo que a outra pessoa está a dizer nos interessa, que nos preocupamos. Por isso:

    – Concentre-se na pessoa que fala consigo;

    – Mostre que está a compreender o que lhe dizem;

    – Clarifique a informação e coloque questões se for necessário;

    – Mostre que está disponível para ouvir e compreender.

    2 – Dê informação simples e clara

    A melhor forma de assegurar que somos compreendidos, seja qual for o meio de comunicação utlizado (e-mail, relatório, reunião, apresentação…) é simplificar a mensagem. Pergunte-se sempre: estou a comunicar em português ou em “compliquês”? A linguagem mais eficaz é aquela que clarifica, nunca a que escurece o entendimento e a compreensão. Por isso:

    – Selecione: o que quer dizer? Reduza a informação ao essencial;

    – Simplifique: opte por mensagens de compreensão imediata;

    – Sublinhe: reforce a ideia principal e mantenha a mensagem objetiva e curta.

    3 – Seja assertivo 

    A assertividade é o mais diplomático dos comportamentos e dos estilos de comunicação e aquele que vale a pena ser trabalhado em contextos como o atual. Torna a mensagem mais transparente e mais lúcida, o que melhora também as ligações humanas. Ser assertivo implica escolher lados, fazer escolhas, tomar decisões. Por isso:

    – Pense antes de falar: o controlo de algumas emoções e impulsos diminui o conflito e ajuda à fluidez de uma conversa;

    – Seja claro, direto e honesto: manifeste claramente a sua mensagem e esteja consciente da forma como se expressa, dando espaço para que as outras pessoas se manifestem de igual forma.

    Uma comunicação clara, objetiva e assertiva pode ser determinante para garantir a confiança das suas equipas/pessoas. E só assim podemos contrariar alarmismos e desinformação. Lembre-se que, para criar confiança, deve gerir expectativas e comunicar de maneira aberta, honesta e frequente.

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  • Comunicação não verbal nos contactos remotos ganha protagonismo

    Comunicação não verbal nos contactos remotos ganha protagonismo

    De repente deixamos de estar uns com os outros. Há uma câmara a separar-nos e ficamos impossibilitados de “ler” tudo o que o corpo diz.

    Solução: é preciso adaptar não só o que dizemos com as palavras, mas também o que dizemos com o nosso corpo e rosto. E eles “falam” a todo o momento!

    Deixamos-lhe algumas dicas para que a sua comunicação não-verbal seja eficaz e coerente nestes tempos que vivemos:

    • Certifique-se que as suas mãos estão visíveis, para gerar confiança e credibilidade
    • Garanta que continua expressivo em frente ao écran, e elimine a “cara de poker”
    • Lembre-se que a gesticulação imprime dinâmica a todas as interações, mas não esqueça que os gestos devem ser coerentes com a sua mensagem verbal e que em frente às câmaras, não deve fazer uma gesticulação demasiado ampla
    • Evite apontar o dedo para a câmara, porque pode parecer agressivo; opte por sublinhar ideias com o ritmo ou volume da voz e com a gestão das pausas
    • Lembre-se que nem todas as palavras têm que ser acompanhas por um gesto ilustrador, ou parecerá forçado e pouco fluido.

    Observe-se enquanto fala com alguém com quem está confortável. Veja que tipo de gesticulador é. Ganhe autoconsciência corporal e seja autêntico! E pense desta maneira: quando fala para uma câmara, está a falar para uma pessoa. Descontraia e desfrute!

    Marta Moncacha (Formadora Academia Fale menos, comunique mais)

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  • Práticas antes de falar em público

    Práticas antes de falar em público

    Como todos nós já vivenciámos, só a ideia de falar em público pode tornar-se numa experiência stressante, contudo essa não tem de ser a realidade vivida.

    Coordenar uma reunião, exibir uma apresentação ou liderar uma palestra são oportunidades fantásticas de fazer chegar uma mensagem ou uma informação aos outros e há que aproveitá-la da melhor forma.

    Os instantes que antecedem a subida ao palco são determinantes, no êxito da sua comunicação com o público alvo.

    É primordial que encontre o método que melhor se adequa ao seu perfil, a fim de ganhar a confiança e a segurança necessárias para tornar a sua apresentação memorável e para atingir os objetivos a que se propõe.

    Existem várias práticas que pode adotar como suas e – não se preocupe – não tem obrigatoriamente de selecionar apenas uma. Experimente, vivencie e descubra o que o faz sentir bem, não só naqueles momentos, mas ao longo de toda a prestação.

     

    Criar empatia

    A sua plateia não é o bicho papão e ao gerar empatia pela mesma permite-lhe conhecê-la, estabelecer uma ligação e, desta forma, chegar mais facilmente a todos os que estão à sua frente. Antes da apresentação, circule por entre os participantes, questione-os sobre os interesses relativamente ao tema que vai expor.

    Outra técnica, que seguramente vai ajudar a criar empatia, passa por sentar-se num dos lugares da plateia, respirar fundo e observar o palco que vai pisar. Quando chegar o momento, sentirá uma proximidade e uma familiaridade com o espaço.

     

    Gerar adrenalina

    Muitos comunicadores necessitam de sentir um elevado nível de adrenalina ao falar em público. A batida acelerada do coração e o sangue a correr vigorosamente nas veias transformam-se em entusiamo na mensagem, que quer passar, o que ajuda a controlar estados de ansiedade e de nervos.

    Existem várias formas de produzir estes estados de energia. Desde praticar algum tipo de desporto, antes de se deslocar para o espaço da apresentação, até colocar uma música ritmada numa das salas e dançar como se não houvesse amanhã.

    Se nenhuma destas opções se mostrar viável, pode sempre dar uns pulinhos (sim, pular) nos bastidores ou caminhar em passo acelerado pelo espaço.

     

    Parar e refletir

    Mas como somos todos diferentes, o que funciona para uns pode não resultar para outros. Ter a oportunidade de se recolher, nos instantes que antecedem a sua exposição pública, revela-se a melhor solução para alguns oradores. Usufruir de tempo para refletir, para meditar ou para rezar, para os mais crentes, ajuda a criar o foco necessário para o que se seguirá e a centrar a sua atenção nos pontos fulcrais da apresentação.

    Para os mais ansiosos, este tipo de rituais permite encontrar a calma tão desejada nestas ocasiões.

     

    Interiorize os mantras

    A repetição de palavras ou expressões impulsionadoras, como “Eu consigo”, “Sê tu mesmo” ou “Estou aqui para dar tudo o que tenho” visam atingir um estado de relaxamento em que a mente, ao longo deste processo, assimila o conceito ou a ideia subjacentes.

    Aqui, o grande estímulo é encontrar as tais palavras, expressões ou sons que lhe proporcionam bem-estar e conforto.

    Quanto melhor se sente consigo mesmo, maior é o sucesso da sua apresentação.

    O meu mentor, Doug Stevenson, tem uma frase que eu adoro. Não há vez, em que suba ao palco, que não a repita várias vezes “This is me, this is what I know, let´s go.”

     

    Isto sou eu, é isto que eu sei. Vamos a isto.

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